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CDBs e LCIs/LCAs: Qual o Melhor para Seu Perfil?

CDBs e LCIs/LCAs: Qual o Melhor para Seu Perfil?

25/12/2025 - 13:51
Matheus Moraes
CDBs e LCIs/LCAs: Qual o Melhor para Seu Perfil?

Ao decidir onde investir suas economias, é fundamental entender as opções disponíveis em renda fixa. CDBs, LCIs e LCAs apresentam características distintas que podem atender aos mais variados objetivos e perfis de investidor.

O que são CDBs, LCIs e LCAs?

Todos esses produtos são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras, mas cada um possui finalidade e estrutura próprias.

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário): título emitido por bancos para captar recursos, com remuneração prefixada, pós-fixada (normalmente atrelada ao CDI) ou híbrida.
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário): lastreada em créditos do setor imobiliário, com prazo mínimo de 90 dias, isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas.
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio): semelhante à LCI, mas voltada ao financiamento do agronegócio, também com carência mínima de 90 dias e isenção de IR.

Finalidade e direcionamento dos recursos

Cada produto destina os recursos captados a setores específicos ou de forma livre:

Nos CDBs, o banco pode usar o dinheiro para operações diversas, como empréstimos e investimentos próprios. Já as LCIs/LCAs direcionam os fundos exclusivamente ao setor imobiliário ou ao agronegócio, promovendo desenvolvimento econômico nessas áreas.

Tributação

Um dos diferenciais mais relevantes ao comparar esses investimentos é a carga tributária:

  • Imposto de Renda regressivo nos CDBs, conforme o prazo da aplicação:
  • Até 180 dias: 22,5% de alíquota
  • 181 a 360 dias: 20%
  • 361 a 720 dias: 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%

LCIs e LCAs são tradicionalmente isentas de IR para pessoas físicas, o que as torna atrativas. Porém, fique atento: há proposta de tributação de até 5% sobre novas emissões a partir de junho de 2025, o que pode alterar esse benefício.

Rentabilidade

Em geral, CDBs oferecem taxas nominais maiores para compensar o desconto do imposto. Já as LCIs/LCAs apresentam percentuais menores do CDI, mas, por serem livres de IR, podem gerar rentabilidade líquida superior.

Considere a Selic em 13,25% a.a. e o CDI em 13,15% a.a.:

• CDB de 110% do CDI: rendimento bruto de 14,47% a.a.; descontando IR de 17,5% (prazo de um ano), rentabilidade líquida fica em torno de 11,94%.

• LCI/LCA de 92% do CDI: rendimento líquido de 12,11% a.a.; de 97% do CDI: 12,76% a.a. sem impostos.

Se optar por um CDB de 115% do CDI, o bruto seria 15,12%, líquido em torno de 12,49%, ultrapassando LCIs/LCAs com taxas até 95% do CDI. Por isso, é essencial calcular a rentabilidade líquida antes de decidir.

Liquidez e prazos

O acesso ao dinheiro investido varia conforme o produto:

CDBs podem ter liquidez diária, permitindo resgate a qualquer momento sem perda de rendimento, ideal para quem busca flexibilidade no saque. Já LCIs e LCAs exigem aguardar o vencimento, geralmente acima de 90 dias, e não permitem resgate antecipado.

Segurança

Todos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250.000 por CPF e por instituição financeira. Esse respaldo reduz significativamente o risco de crédito, tornando as aplicações igualmente seguras dentro do limite garantido.

Comparativo de vantagens e desvantagens

*Atentar para possíveis mudanças a partir de junho de 2025.

Perfil do investidor

Para escolher entre CDB, LCI e LCA, avalie seu perfil e necessidades:

  • Conservador: todos são adequados, pois apresentam baixo risco.
  • Necessidade de liquidez: prefira CDB com liquidez diária.
  • Foco em rentabilidade líquida: LCI/LCA pode ser melhor se puder esperar até o vencimento.
  • Volume investido: observe o limite do FGC por instituição.

Pontos de atenção e tendências

Fique atento a:

– Propostas de tributação de novas emissões desses títulos a partir de junho de 2025.

– Taxas oferecidas por bancos menores: podem ser mais altas, mas exigem maior cuidado com o limite do FGC.

Como escolher

A decisão deve levar em conta:

• Horizonte de investimento: curto prazo favorece CDBs com liquidez; longo prazo permite aproveitar isenção em LCIs/LCAs.

• Perfil de liquidez: identifique se precisa de acesso ao dinheiro a qualquer momento.

• Tolerância ao IR: avalie se compensa investir em CDBs com taxas superiores ou aproveitar isenção tributária.

• Diversificação: combinar CDBs e LCIs/LCAs pode equilibrar flexibilidade e rendimento.

Conclusão

Não existe a aplicação perfeita para todos. O melhor investimento dependerá do seu perfil, objetivos financeiros e do cenário econômico. Calcule sempre a rentabilidade líquida, considere o prazo de cada produto e respeite os limites do FGC para investir com segurança e eficiência.

Matheus Moraes

Sobre o Autor: Matheus Moraes

Matheus Moraes